Relatório sob sigilo no STF cita ministro, políticos e acende alerta institucional


Um relatório sigiloso entregue pela Polícia Federal ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, colocou novos elementos sensíveis no radar das investigações em curso na Corte. O documento reúne dados extraídos do celular do empresário Daniel Vorcaro e, segundo apuração do jornalista Caio Junqueira, da CNN Brasil, traria referências ao ministro Dias Toffoli, relator do próprio inquérito.

O conteúdo integral permanece sob reserva, mas informações preliminares apontam que mensagens mencionariam pagamentos relacionados ao nome de Toffoli. O ministro confirmou ter recebido valores da empresa Maridt — registrada em nome de seus irmãos e detentora de 33% do resort Tayayá, vendido em 2021 a um fundo ligado ao banco Master. Ele afirmou que os repasses foram declarados à Receita Federal e que não há irregularidade.

A revelação ocorre poucos dias depois de o próprio magistrado defender publicamente o direito de juízes participarem de empresas e receberem dividendos, posicionamento que agora passa a ser analisado sob nova perspectiva.

Impacto político e jurídico
Nos bastidores, cresce a pressão para que o ministro se afaste da relatoria, argumento sustentado por quem vê possível conflito de interesse. Paralelamente, fontes com acesso às investigações afirmam que o relatório inclui menções a parlamentares e dirigentes partidários — fator que pode consolidar a permanência do caso no STF caso haja autoridades com foro privilegiado entre os citados.

A expectativa em Brasília é de que novos desdobramentos ocorram conforme o material seja analisado, ampliando o alcance político da apuração.

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  • Inês Theodoro

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