Candidato ao Senado respondeu perguntas sobre saúde, pequenos negócios e carga tributária e defendeu critérios técnicos, fiscalização dos recursos públicos e maior participação da sociedade
PALMAS (TO) — Durante sabatina realizada pela TV Norte Tocantins, afiliada do SBT, o candidato ao Senado Fábio Ribeiro (REDE), número 180, respondeu a perguntas sobre saúde, pequenos negócios e carga tributária apresentando um eixo recorrente: defender critérios técnicos na gestão pública, ampliar a fiscalização dos recursos e cobrar maior participação da sociedade nas decisões políticas. A emissora realizou a sabatina com candidatos ao Senado pelo Tocantins em 18 de setembro.
Ao longo da entrevista, Fábio também direcionou parte do discurso ao eleitor, defendendo que os candidatos sejam avaliados pela trajetória, experiência e capacidade antes da escolha nas urnas.
Saúde: técnica acima da política

Questionado pela médica, Drª Cláudia Gomes, sobre o percurso do paciente com suspeita de câncer — da consulta inicial à biópsia, ao diagnóstico e ao tratamento, especialmente para quem vive no interior —, Fábio Ribeiro criticou a utilização da transferência de pacientes para Palmas como resposta para problemas estruturais da rede.
Segundo o candidato, a distribuição de ambulâncias pode representar uma medida paliativa diante da concentração do atendimento na capital.
Fábio também criticou a indicação de pessoas sem qualificação técnica para funções de gestão na saúde:
“Eu vejo muita gente sendo indicada para poder fazer gestão de saúde sem a mínima qualificação.”
Na sequência, defendeu que a administração da área seja conduzida por profissionais preparados:
“Eu penso que saúde deve ser feita por quem dedicou uma vida para se preparar.”
A síntese da posição apareceu mais adiante:
“Colocar o técnico à frente do político.”
Fábio também citou o Hospital do Amor em Palmas e afirmou que a estrutura é importante, mas não suficiente diante da demanda. Para o candidato, a resposta passa pela qualificação dos gestores, melhor aplicação dos recursos e fiscalização dos gastos públicos.
Feirantes: experiência pessoal como argumento
Na pergunta da feirante Antônia Rita, Fábio recorreu à própria trajetória para responder sobre o fortalecimento dos pequenos comerciantes.
Contou que já foi vendedor de areia no Jardim Aureny IV e que trabalhou com frete em feiras de Palmas.
“Eu conheço a realidade dos feirantes.”
A partir da experiência pessoal, o candidato deslocou a discussão para o papel da sociedade na política:
“A força tem que vir de quem paga o salário do político.”
Fábio defendeu que a participação social não termine no período eleitoral e que as promessas apresentadas durante a campanha sejam transformadas em ações concretas.
Carga tributária: crítica e articulação no Senado
Respondendo ao presidente da CDL Palmas, Francisco Arinaldo Nunes de Brito, Fábio afirmou que o comerciante brasileiro enfrenta elevada carga tributária e uma série de responsabilidades que, segundo ele, acabam refletindo sobre o consumidor.
O candidato reconheceu, porém, que a crítica à carga tributária é recorrente no discurso político:
“Esse é o discurso que todo político profissional faz.”
Para Fábio, mudanças estruturais dependem de articulação no Senado, já que um único parlamentar não consegue promover transformações isoladamente.
A resposta apontou para a necessidade de melhorar o ambiente de negócios e enfrentar obstáculos que, na avaliação apresentada pelo candidato, atingem especialmente quem empreende.
O eleitor também foi chamado à responsabilidade
Foi nesse ponto que a entrevista ganhou um tom mais direto.
Ao falar sobre a escolha dos representantes, Fábio afirmou:
“Se a sociedade continuar elegendo bandido para poder fazer a gestão da sua vida, das suas regras, das suas normas e das suas leis, nós vamos ter um ambiente cada vez pior.”
Na sequência, reconheceu também a responsabilidade do próprio cidadão na relação com a política e criticou o afastamento da sociedade das decisões públicas.
No encerramento, reforçou o pedido para que o eleitor investigue a trajetória dos candidatos:
“Eu gostaria muito, muito mesmo que as pessoas me peneirassem, me avaliassem, crivassem, procurassem saber da minha vida.”
Fábio também criticou a ocupação de espaços políticos por pessoas que, segundo ele, chegam por serem “filho de alguém” ou “indicado de outrem”.
Uma linha de discurso que se repetiu
Embora as perguntas tenham tratado de áreas diferentes, Fábio Ribeiro manteve ao longo da sabatina um conjunto de ideias que apareceu de forma recorrente:
- gestão técnica em vez de indicação política;
- fiscalização dos recursos públicos;
- maior participação da sociedade;
- valorização da trajetória e da capacidade;
- cobrança sobre a responsabilidade do eleitor.
O discurso apresentado pelo candidato estabelece, portanto, uma linha de atuação baseada em qualificação, fiscalização e participação social.
O ponto que permanece aberto é a transformação dessas diretrizes em medidas concretas: projetos legislativos, mecanismos específicos de fiscalização, alterações na legislação tributária ou propostas detalhadas para a organização da saúde e o atendimento aos pequenos empreendedores.
Na sabatina da TV Norte, Fábio Ribeiro deixou claro o que pensa sobre política e gestão pública.
A próxima etapa é saber como pretende transformar essas propostas em mandato.
Fábio Ribeiro é candidato ao Senado pelo Tocantins, pelo REDE, integra a Federação PSOL-Rede e concorre com o número 180.
There's nothing better than a completely free goldenbet casino no deposit bonus that gives Aussie punters real money gameplay with zero risk attached.
See also — mine island game for online casino games





