Factual apresenta trajetória e principais propostas das sete candidaturas ao Palácio Araguaia
A disputa pelo Governo do Tocantins reúne, nas Eleições 2026, sete candidaturas com trajetórias políticas e perfis diferentes.
Entre os nomes estão uma senadora e ex-deputada federal com trajetória ligada à educação, um deputado federal, um vice-governador com longa experiência política, um professor e geógrafo, um empresário e ex-senador, um empresário que estreia na disputa majoritária e um policial militar.
O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro de 2026. Os pedidos de registro foram apresentados até 15 de agosto, e a situação jurídica das candidaturas está sujeita à análise e julgamento da Justiça Eleitoral.
O Jornal Factual apresenta, a seguir, um perfil dos candidatos, suas trajetórias políticas e profissionais e as principais propostas divulgadas por suas respectivas campanhas.
A ordem de apresentação segue o critério alfabético, sem estabelecer preferência, hierarquia ou avaliação eleitoral.

Ataídes Oliveira — Novo
Empresário e ex-senador coloca responsabilidade fiscal e gestão pública no centro da candidatura
Ataídes de Oliveira é empresário e ex-senador pelo Tocantins.
Nascido em Estrela do Norte, Goiás, possui formação em Direito e Contabilidade e construiu sua trajetória profissional no setor empresarial.
Na política, assumiu o mandato de senador pelo Tocantins em 2013, permanecendo no cargo até 2019. Durante sua passagem pelo Senado, participou de debates relacionados à economia, gestão pública e desenvolvimento regional.
Em 2026, disputa o Governo do Tocantins pelo Novo. Sua candidata a vice-governadora é Rosileia Carneiro, também do partido.
Principais propostas
A candidatura de Ataídes apresenta como um dos principais eixos a responsabilidade fiscal e a reorganização da administração pública.
Entre as propostas divulgadas está a redução do número de secretarias estaduais e a adoção de mecanismos de avaliação de desempenho para integrantes do primeiro escalão.
Na área econômica, o candidato defende medidas voltadas à geração de emprego e renda, atração de empresas, industrialização, qualificação profissional e aproveitamento do potencial logístico, agrícola e energético do Tocantins.
Também coloca o combate à corrupção e à má gestão entre os pontos centrais de seu discurso.
O que o eleitor poderá avaliar: como a redução da estrutura administrativa seria implementada, qual economia seria produzida e de que maneira os recursos economizados seriam utilizados nas demais áreas do governo.

Du Pereira — Democracia Cristã
Empresário, jornalista e radialista estreia na disputa pelo Governo
Ivaildo Pereira da Cruz, conhecido como Du Pereira, é empresário, jornalista e radialista.
Natural de Ji-Paraná, em Rondônia, mudou-se para o Tocantins em 2016 e passou a atuar no setor empresarial.
Sua candidatura ao Governo representa sua estreia em uma disputa majoritária. O Democracia Cristã lançou chapa própria para a eleição.
O candidato a vice-governador é Silvino Vitor Peres de Santana, conhecido como Silvino Vitor, também do Democracia Cristã.
Principais propostas
Du Pereira apresenta uma candidatura centrada em uma proposta de mudança na forma de administrar o Estado.
Entre os temas apresentados estão gestão pública, melhoria dos serviços oferecidos à população e desenvolvimento econômico.
Como sua candidatura foi oficializada recentemente, parte das propostas deverá ser detalhada durante a campanha eleitoral.
O plano de governo apresentado à Justiça Eleitoral constitui a principal referência para acompanhar os compromissos assumidos pela chapa.
O que o eleitor poderá avaliar: quais serão as prioridades efetivas da administração, quais metas serão estabelecidas e de onde sairão os recursos para a execução das propostas.

Laurez Moreira — PSD
Experiência no Executivo e Legislativo e propostas voltadas ao desenvolvimento regional
Laurez da Rocha Moreira possui uma longa trajetória na política tocantinense.
Foi vereador de Dueré, prefeito de Gurupi por dois mandatos, deputado estadual e deputado federal.
Também exerceu mandato de vice-governador do Tocantins e chegou a assumir interinamente o comando do Estado.
Em 2026, disputa o Governo pelo PSD.
O candidato a vice-governador é o Coronel Silva Neto, nome ligado à área de segurança pública e ex-comandante-geral da Polícia Militar do Tocantins.
Principais propostas
A candidatura de Laurez apresenta a industrialização e a geração de empregos como alguns dos principais eixos.
Também estão entre os temas defendidos saúde, educação, habitação, infraestrutura e desenvolvimento regional.
Na saúde, o candidato defende a descentralização dos serviços, com ampliação da oferta de atendimento especializado fora da capital.
Na área econômica, propõe maior atração de empresas e investimentos e o fortalecimento da infraestrutura necessária ao desenvolvimento das diferentes regiões do Estado.
A escolha de Coronel Silva Neto para a vice-governadoria também reforça a presença da segurança pública na composição da chapa.
O que o eleitor poderá avaliar: como serão financiados os projetos de industrialização, infraestrutura e descentralização da saúde e quais metas poderão ser utilizadas para medir os resultados.

Professor Witer — Federação PSOL-Rede
Professor e geógrafo apresenta candidatura com foco em educação, políticas sociais e redução das desigualdades
Witer Fonseca Naves é professor e geógrafo e representa a Federação PSOL-Rede na disputa pelo Governo do Tocantins.
Sua trajetória está ligada à educação e ao debate político e social.
O candidato a vice-governador é Lúcia Viana, do PSOL.
A candidatura se apresenta no campo da esquerda e defende maior participação do Estado na formulação de políticas públicas.
Principais propostas
Educação e saúde estão entre os principais eixos apresentados por Witer.
Outro ponto destacado pela candidatura é o combate às desigualdades regionais e sociais.
O candidato defende políticas voltadas às populações de menor renda e maior atenção às regiões que apresentam indicadores sociais mais baixos.
Também coloca no debate questões relacionadas à concentração de terras, desenvolvimento regional e participação popular na administração pública.
O que o eleitor poderá avaliar: quais políticas concretas serão adotadas para reduzir as desigualdades e como a ampliação da atuação do Estado será financiada e executada.

Professora Dorinha — União Brasil
Senadora e ex-secretária de Educação leva experiência educacional e parlamentar para a disputa
Maria Auxiliadora Seabra Rezende, conhecida como Professora Dorinha, construiu sua trajetória política principalmente na área da educação.
Professora e formada em Pedagogia, com mestrado em Educação Escolar Brasileira, ocupou a Secretaria da Educação e Cultura do Tocantins por vários anos.
Posteriormente, exerceu três mandatos como deputada federal e, em 2022, foi eleita senadora pelo Tocantins.
Em 2026, disputa o Governo pelo União Brasil.
O candidato a vice-governador é Atos Gomes, do Republicanos.
A candidatura conta com uma ampla composição partidária, reunindo diferentes legendas.
Principais propostas
O programa apresentado pela candidatura aborda saúde, educação, economia, infraestrutura, segurança, meio ambiente e transformação digital.
Na saúde, entre as metas divulgadas estão a realização de 20 mil cirurgias e a ampliação da estrutura hospitalar, com previsão de 400 novos leitos.
Na educação, a candidatura defende medidas de reestruturação da rede estadual e valorização dos profissionais.
Também aparecem propostas relacionadas ao desenvolvimento regional, turismo, geração de empregos e modernização da administração pública.
O que o eleitor poderá avaliar: principalmente a capacidade financeira e administrativa para executar as metas anunciadas, incluindo a ampliação da rede de saúde e os investimentos previstos para educação e infraestrutura.

Subtenente Luiz Carlos — Democrata
Candidato apresenta trajetória ligada à segurança pública e plano com foco em empregos
Luiz Carlos Ferreira da Silva, conhecido como Subtenente Luiz Carlos, é policial militar e candidato ao Governo pelo Democrata.
Natural de Araguaína, construiu sua trajetória profissional na área de segurança pública.
O candidato a vice-governador é Jair Medeiros, do Democrata.
A candidatura apresenta um plano que abrange segurança, economia, saúde, educação, infraestrutura, sistema prisional, cultura, esporte e meio ambiente.
Principais propostas
Entre as metas anunciadas está a criação de 100 mil empregos.
Na segurança pública, o candidato propõe a contratação de 2 mil policiais militares e 300 delegados.
Também defende medidas relacionadas ao sistema prisional, saneamento básico e qualificação profissional.
Na área econômica, apresenta propostas de incentivo à contratação de trabalhadores, ampliação do programa Jovem Aprendiz e parcerias com empresas privadas.
O que o eleitor poderá avaliar: especialmente a viabilidade das metas quantitativas anunciadas, considerando o orçamento estadual, o custo da folha de pagamento e a capacidade de contratação e formação dos profissionais.

Vicentinho Júnior — PSDB
Deputado federal apresenta candidatura com foco na descentralização dos serviços públicos
Vicentinho Alves de Alencar Júnior é deputado federal pelo Tocantins e possui trajetória política construída principalmente no Legislativo.
Em 2026, disputa pela primeira vez o Governo do Estado.
Seu candidato a vice-governador é Amélio Cayres, do MDB, que possui trajetória na política municipal e estadual e presidiu a Assembleia Legislativa do Tocantins.
A candidatura de Vicentinho integra uma composição partidária que reúne PSDB, MDB e outras forças políticas.
Principais propostas
A descentralização dos serviços públicos aparece como um dos principais eixos apresentados pela candidatura.
Na saúde, Vicentinho defende o fortalecimento dos hospitais regionais e a ampliação dos serviços especializados no interior.
Na segurança pública, apresenta propostas de ampliação do efetivo e convocação de aprovados em concursos.
Na educação, uma das propostas divulgadas é a ampliação do ensino técnico e tecnológico, incluindo áreas como programação, robótica e inteligência artificial.
A candidatura também defende maior participação dos municípios na elaboração do plano de governo.
O que o eleitor poderá avaliar: se a descentralização proposta terá recursos, estrutura administrativa e profissionais suficientes para produzir resultados nas diferentes regiões do Estado.
Sete candidatos, diferentes trajetórias e propostas
A eleição para o Governo do Tocantins apresenta candidatos com experiências políticas e profissionais distintas.
Ataídes Oliveira chega ao pleito com experiência empresarial e passagem pelo Senado.
Du Pereira estreia em uma disputa majoritária apresentando uma proposta de mudança na administração estadual.
Laurez Moreira reúne experiência como vereador, prefeito, deputado estadual, deputado federal e vice-governador.
Professor Witer apresenta uma candidatura ligada à educação, às políticas sociais e à redução das desigualdades.
Professora Dorinha combina experiência na educação com três mandatos na Câmara dos Deputados e um mandato no Senado.
Subtenente Luiz Carlos leva para a disputa uma trajetória profissional associada à segurança pública.
Vicentinho Júnior chega à eleição após anos de atuação como deputado federal.
As diferenças entre as candidaturas não estão apenas nas trajetórias. Elas também aparecem na forma como cada grupo pretende enfrentar os principais desafios do Tocantins.
Enquanto algumas propostas priorizam responsabilidade fiscal e reorganização administrativa, outras concentram atenção em educação, saúde, desenvolvimento econômico, industrialização, segurança pública ou redução das desigualdades regionais.
O que o eleitor deve perguntar
Mais importante do que conhecer apenas o discurso de campanha é compreender como cada proposta poderá ser colocada em prática.
Por isso, o Jornal Factual pretende acompanhar as candidaturas a partir de perguntas comuns:
Quanto custa a proposta?
De onde virão os recursos?
Existe previsão orçamentária?
Qual será o prazo de execução?
Quem será responsável pela implementação?
A proposta depende do Governo Federal, dos municípios ou do Congresso Nacional?
Como será possível medir se a promessa foi cumprida?
Essas perguntas serão aplicadas aos candidatos de maneira uniforme, independentemente de partido, ideologia ou tamanho da coligação.
O eleitor no centro da cobertura
Esta reportagem não pretende indicar qual candidatura é melhor ou pior.
O objetivo é oferecer ao eleitor informações para que ele possa conhecer as trajetórias, comparar propostas e avaliar a viabilidade dos compromissos apresentados durante a campanha.
As propostas mencionadas nesta matéria são atribuídas às respectivas candidaturas e não representam avaliação ou endosso do Jornal Factual.
À medida que a campanha avançar, novas propostas poderão ser apresentadas, detalhadas ou modificadas. O Factual pretende acompanhar essas mudanças e confrontar os compromissos com dados públicos, orçamento e informações oficiais.
Todos os candidatos terão espaço.
Todos serão questionados.
E todos serão avaliados pelos mesmos critérios jornalísticos.
Porque uma eleição não deve ser apenas uma disputa de discursos.
Deve ser também uma oportunidade para o eleitor entender o que cada candidato pretende fazer, quanto isso pode custar e como pretende transformar suas promessas em políticas públicas.





