Lula critica sanções dos EUA e defende Judiciário na ONU; EUA reafirmam medidas contra autoridades brasileiras

Nova Iorque — 23 de setembro de 2025 — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, na abertura da 80ª Assembleia Geral da ONU, que “a agressão contra a independência do Poder Judiciário é inaceitável” e denunciou as sanções e tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre o Brasil. Segundo ele, medidas unilaterais, como tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros e restrições a autoridades nacionais, configuram ingerência externa e ataques à soberania do país.

Em seu discurso, Lula mencionou que membros do Supremo Tribunal Federal foram alvo de sanções e disse que “democracia e soberania são inegociáveis”. O presidente destacou que tais medidas teriam apoio de setores da extrema direita no Brasil e reforçou a necessidade de políticas que protejam a economia nacional, citando o Plano Brasil Soberano, lançado pelo governo para apoiar setores afetados pelas tarifas e sanções.

Por outro lado, autoridades dos Estados Unidos afirmaram que as medidas aplicadas a alguns membros do Judiciário brasileiro e seus familiares são parte de uma política de monitoramento de direitos humanos e combate à corrupção, segundo fontes oficiais. Washington justifica as sanções como resposta a preocupações sobre o respeito ao devido processo legal em processos políticos internos e a proteção de princípios internacionais de governança.

Analistas destacam que a troca de acusações evidencia uma tensão diplomática crescente entre os dois países. Enquanto o governo brasileiro busca reafirmar sua soberania e denunciar ingerência, os EUA sustentam que as medidas visam assegurar padrões internacionais de transparência e justiça. A situação cria um cenário delicado para negociações comerciais e diplomáticas futuras, podendo afetar tarifas, exportações e acordos bilaterais.http://jornalfactual.com.br

  • Inês Theodoro

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