Escândalo no Senado: ‘Peninha’ perde cargo no Conselho Editorial após comemorar morte de ativista

Senado reage a vídeo polêmico

O Senado Federal afastou o historiador e escritor Eduardo Bueno, conhecido como “Peninha”, do Conselho Editorial da Casa, após polêmica envolvendo declarações feitas em vídeo, nas quais comemorava a morte do ativista político norte-americano Charlie Kirk.

A decisão foi anunciada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, nesta quarta-feira (17). O afastamento ocorreu depois que o senador Rogério Marinho (PL-RN) apresentou uma questão de ordem solicitando a remoção de Bueno, que rapidamente reuniu quase 40 assinaturas de parlamentares.

Reação do Senado

Alcolumbre se manifestou sobre o caso:

“Um absurdo aquele vídeo. Liguei para o presidente do Conselho Editorial, senador Randolfe Rodrigues, e disse: ‘Vídeo de retratação não vai resolver. Procure esse rapaz que você contratou e demita-o’. Se ele não fosse demitido, eu o faria amanhã.”

O Conselho Editorial do Senado supervisiona as publicações da Casa e define suas diretrizes. A postura de Eduardo Bueno foi considerada incompatível com suas funções, prejudicando a imagem e credibilidade da instituição. Atualmente, o órgão é presidido pelo senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP).

Consequências e cancelamentos

Além do afastamento, Eduardo Bueno enfrentou repercussão negativa, incluindo o cancelamento de eventos programados, como a apresentação “Brasil: Pecado Capital” na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), que suspendeu o evento após as declarações do historiador.

A situação gerou ampla repercussão nas redes sociais e no meio político, com diversos parlamentares e instituições se posicionando contra as declarações do historiador, reforçando a responsabilidade ética esperada de membros de órgãos oficiais do Senado.

Implicações para o Conselho Editorial

O caso reforça a importância da conduta ética de integrantes do Conselho Editorial, responsável por supervisionar publicações e manter a credibilidade institucional do Senado. A atitude de Bueno foi considerada prejudicial e incompatível com o cargo.

Fonte: Agência Senado

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  • Inês Theodoro

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