Relatos apontam períodos prolongados de dificuldade para obter o medicamento; Secretaria de Comunicação informou que demanda foi encaminhada à área técnica, mas manifestação ainda não chegou à redação
Por Jornal Factual
Pacientes que dependem do medicamento Anoro – brometo de umeclidínio/trifenato de vilanterol 62,5/25 mcg, utilizado por via inalatória, procuraram o Jornal Factual para relatar dificuldades na obtenção do medicamento pela rede pública de saúde do Tocantins.
Os relatos recebidos pela redação apontam para possíveis períodos de interrupção ou irregularidade no fornecimento do medicamento, que é utilizado de forma contínua por pacientes que possuem prescrição médica.
Um dos relatos recebidos afirma que o medicamento teria permanecido aproximadamente um ano sem ser fornecido. Segundo o paciente, posteriormente o produto voltou a ser disponibilizado e chegou a ser retirado por cerca de três vezes, mas teria voltado a faltar.
Ainda segundo esse relato, o paciente procurou a Gerência de Assistência Farmacêutica para obter informações sobre a situação e posteriormente voltou ao serviço diante da ausência do medicamento.
De acordo com o relato encaminhado ao Jornal Factual, há aproximadamente três meses o medicamento teria deixado novamente de estar disponível para retirada.
O que o Jornal Factual apurou
Diante dos relatos, a redação procurou oficialmente o Governo do Estado para verificar se existe atualmente estoque do medicamento, se houve períodos de desabastecimento e quais seriam as razões para eventual interrupção no fornecimento.
Entre os questionamentos encaminhados estão a situação atual do estoque, períodos anteriores de falta, origem e responsabilidade pela aquisição e distribuição, possíveis problemas relacionados a compras, licitações ou fornecedores, previsão de regularização e número de pacientes atendidos.
O Jornal Factual também questionou qual orientação é oferecida aos pacientes durante eventuais períodos de indisponibilidade e se existem registros de reclamações ou manifestações relacionadas à falta do medicamento.
Demanda encaminhada à área técnica
A solicitação foi encaminhada à Secretaria de Comunicação do Governo do Tocantins (SECOM-TO).
Em resposta à redação, a SECOM informou que “enviamos a demanda para a área técnica responsável” e que, assim que houvesse retorno, a manifestação seria encaminhada ao Jornal Factual.
A Secretaria também solicitou extensão do prazo para resposta.
Apesar disso, até o fechamento desta reportagem, a manifestação da área técnica responsável ainda não havia sido encaminhada à redação.
Por que o fornecimento é relevante
A apuração do Jornal Factual busca esclarecer se os relatos recebidos correspondem a episódios pontuais ou se existe um problema mais amplo relacionado ao fornecimento do medicamento na rede pública estadual.
A confirmação de períodos de desabastecimento, suas causas, a quantidade de pacientes afetados e a previsão de normalização dependem de informações oficiais da área responsável.
Por esse motivo, o Jornal Factual não trata os relatos recebidos como confirmação de um desabastecimento estadual sem a devida comprovação documental.
Direito de resposta
O Jornal Factual procurou o Governo do Tocantins antes da publicação e encaminhou perguntas específicas à área responsável.
A SECOM confirmou o recebimento da demanda e informou que ela foi encaminhada para análise técnica.
Até o fechamento, entretanto, a redação ainda não havia recebido a manifestação técnica.
O espaço permanece aberto para esclarecimentos, informações complementares ou eventual posicionamento da Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins.
A reportagem poderá ser atualizada caso a resposta oficial seja encaminhada posteriormente.
Jornal Factual
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