Candidato ao Senado pelo Tocantins critica burocracia e defende serviços públicos mais eficientes, participação da sociedade e uso de tecnologia
A modernização da gestão pública é apresentada pelo candidato ao Senado pelo Tocantins Fábio Ribeiro como uma das condições para melhorar a prestação de serviços à população. Durante entrevista, ele criticou a permanência de procedimentos burocráticos e defendeu maior utilização da tecnologia para tornar o poder público mais eficiente.
Na avaliação do candidato, a administração pública precisa acompanhar as transformações provocadas pela comunicação digital e pela globalização. Para ele, não faz sentido manter processos excessivamente burocráticos em uma sociedade que dispõe de ferramentas capazes de acelerar procedimentos, ampliar o acesso à informação e aproximar o cidadão do Estado.
Entre as práticas criticadas está o que chamou de “cultura do carimbaço”, expressão utilizada para representar processos administrativos baseados em sucessivas autorizações, documentos e etapas burocráticas.
“É inconcebível que, com o advento da comunicação, da globalização e da tecnologia que temos à nossa disposição, a gente ainda tenha a cultura do carimbaço.”
Fábio também relaciona a burocracia à necessidade de transparência e controle. Segundo sua avaliação, existem procedimentos dentro do setor público que podem dificultar o acesso da população e criar espaço para a chamada “venda de facilidades”. Por isso, defende processos mais simples, digitais e transparentes.
A proposta, porém, não se limita à digitalização dos serviços. O candidato afirma defender uma política baseada na presença e na participação da sociedade. Para ele, a tecnologia deve ser utilizada como ferramenta para aproximar o cidadão da administração pública, e não para substituir a relação direta entre governo e população.
Nesse modelo, a gestão pública deveria ser avaliada principalmente pela capacidade de entregar resultados. A eficiência administrativa, portanto, passaria a ser um dos critérios para avaliar políticas públicas e gestores.
A ideia também se conecta à crítica de Fábio à chamada “velha política”. Em vez de estabelecer uma oposição simplesmente entre política antiga e política nova, ele defende o que classifica como “boa política” — baseada no diálogo, na participação social, na presença e na capacidade de transformar decisões em resultados concretos.
Para o candidato, modernizar o Estado significa reduzir obstáculos desnecessários, utilizar melhor os recursos tecnológicos disponíveis e criar mecanismos que permitam ao cidadão acompanhar e participar das decisões públicas.
A proposta coloca a gestão pública no centro de uma discussão que ultrapassa a disputa eleitoral: como transformar tecnologia em eficiência, reduzir burocracia sem comprometer os controles e fazer com que o cidadão perceba resultados concretos na ponta do serviço público.





