UTI DO HORROR NO DF: Vídeos mostram técnicos suspeitos de aplicar substâncias letais em pacientes dentro de hospital

Caso que chocou o país envolve mortes ocorridas no fim de 2025 em hospital particular de Taguatinga e segue sob investigação da Polícia Civil em 2026

Um caso que abalou a confiança de pacientes e familiares no sistema de saúde veio à tona no Distrito Federal. Técnicos de enfermagem são investigados por suspeita de provocar a morte de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Anchieta, em Taguatinga, região administrativa do Distrito Federal.

As mortes ocorreram entre novembro e dezembro de 2025, mas a investigação ganhou grande repercussão pública no início de 2026, após a divulgação de detalhes da operação policial e de registros do circuito interno de segurança da unidade hospitalar.


Como o caso começou

A investigação teve início após a identificação de um padrão incomum de mortes na UTI. Segundo informações divulgadas por autoridades e pela imprensa, pacientes que apresentavam estabilidade clínica ou melhora acabaram morrendo de forma repentina.

A partir dessas suspeitas, o caso passou a ser investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal, que lançou a Operação Anúbis para apurar o que realmente aconteceu dentro da unidade hospitalar.


O que mostram as investigações

De acordo com os investigadores, três técnicos de enfermagem passaram a ser monitorados após surgirem indícios de manipulação irregular de medicamentos e substâncias.

Entre as suspeitas investigadas estão:

  • utilização de login de profissional médico para registrar prescrições
  • retirada de substâncias na farmácia hospitalar sem autorização adequada
  • injeção de produtos incompatíveis com o tratamento dos pacientes
  • presença de profissionais investigados próximos às vítimas momentos antes das mortes

Em um dos episódios analisados pela polícia, há suspeita de que desinfetante hospitalar tenha sido aplicado diretamente na corrente sanguínea de um paciente, o que pode provocar parada cardiorrespiratória.


Vídeos e provas

Imagens de câmeras internas do hospital passaram a integrar o conjunto de provas analisadas pela investigação. Esses registros mostram a movimentação de profissionais dentro da UTI e na farmácia hospitalar nos horários próximos às mortes.

Os vídeos não mostram necessariamente o momento exato de todos os procedimentos, mas ajudam a reconstruir a sequência de ações e o acesso às substâncias utilizadas.


Quem são os investigados

Até o momento, três técnicos de enfermagem foram presos preventivamente e respondem por homicídio doloso qualificado, quando há intenção de matar.

As investigações também apuram se outros profissionais podem ter tido participação direta ou indireta nos crimes.


Número de vítimas pode aumentar

Inicialmente, a polícia investigava três mortes suspeitas, mas novas análises de prontuários médicos e exames periciais podem ampliar esse número.

Autoridades avaliam outros óbitos ocorridos na UTI no mesmo período para verificar se existe ligação com o grupo investigado.


Caso ainda não foi concluído

Apesar da gravidade das suspeitas, o processo ainda está em fase de investigação. Os acusados têm direito à defesa e o caso deverá seguir para análise da Justiça após a conclusão do inquérito policial.

Enquanto isso, o episódio levanta um debate nacional sobre protocolos de segurança hospitalar, controle de medicamentos e fiscalização dentro de unidades de terapia intensiva.


Impacto

O caso provocou forte comoção entre familiares de pacientes e profissionais de saúde, além de reacender discussões sobre a importância de auditorias médicas, rastreamento de medicamentos e vigilância hospitalar para evitar tragédias semelhantes.

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Inês Theodoro

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