Pablo Marçal rompe o silêncio sobre laudo falso, Boulos, eleições de 2026 e polêmica envolvendo a Mega da Virada

Influenciador e empresário se defende após divulgação de documento falso contra Guilherme Boulos, comenta futuro político e viralização de conteúdos envolvendo prêmio bilionário da loteria

O empresário e influenciador digital Pablo Marçal voltou ao centro do debate político ao publicar vídeos nas redes sociais e no YouTube em que comenta, pela primeira vez de forma direta, o episódio do laudo médico falso envolvendo o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL), além de abordar especulações sobre as eleições de 2026 e conteúdos virais que citam o prêmio bilionário da Mega da Virada.

As declarações reacenderam discussões sobre desinformação, responsabilidade digital e os limites do discurso político nas redes.


O caso do laudo envolvendo Guilherme Boulos

O episódio remonta à campanha eleitoral de 2024, quando Pablo Marçal compartilhou um documento que afirmava, falsamente, que Guilherme Boulos teria sido internado por uso de drogas. Pouco tempo depois, a Justiça Eleitoral determinou a retirada do conteúdo do ar, e investigações apontaram que o laudo era falso.

Em vídeos recentes, Marçal afirmou que não teve acesso prévio ao documento e que se arrepende da publicação:

“Se eu soubesse como era, jamais teria postado”, declarou.

No entanto, laudos periciais e apurações oficiais concluíram que:

  • o documento não era autêntico;
  • a assinatura médica era falsa;
  • o profissional citado já estava falecido;
  • não havia qualquer registro que sustentasse as acusações feitas contra Boulos.

O caso segue com desdobramentos na esfera judicial e eleitoral.


Consequências jurídicas e eleitorais

A divulgação do documento teve impacto direto na trajetória política de Marçal. Decisões da Justiça Eleitoral reconheceram irregularidades graves durante a campanha, incluindo uso indevido de meios de comunicação e práticas consideradas abusivas.

Como resultado, ele foi condenado à inelegibilidade por oito anos, o que coloca em dúvida sua participação em qualquer disputa eleitoral em 2026, dependendo do andamento de recursos e decisões definitivas.

Apesar disso, Marçal segue ativo nas redes sociais, comentando política, criticando instituições e mantendo forte engajamento com seu público.


Eleições de 2026: discurso político continua

Mesmo diante das restrições legais, Pablo Marçal tem usado seus canais digitais para se posicionar como figura influente no debate público, levantando críticas ao sistema político tradicional e sugerindo que ainda terá papel relevante no cenário nacional — ainda que fora das urnas.

Analistas avaliam que sua atuação tende a se concentrar mais no campo da influência digital do que na disputa formal por cargos eletivos.


Mega da Virada e viralização nas redes

Outro ponto abordado nos vídeos é a circulação de conteúdos que associam o nome de Marçal a um suposto prêmio bilionário da Mega da Virada, sorteio tradicional da loteria brasileira realizado no fim do ano.

É importante esclarecer:

  • Não existe qualquer vínculo oficial entre Pablo Marçal, política e o sorteio da Mega da Virada.
  • As menções surgem em títulos e vídeos de caráter sensacionalista, comuns em estratégias de engajamento digital.
  • Especialistas alertam para o uso de temas populares como loteria e política para impulsionar visualizações, sem lastro factual.

Conclusão

O caso do laudo falso marca um dos episódios mais emblemáticos da interseção entre política, redes sociais e desinformação no Brasil recente. As falas de Pablo Marçal reacendem o debate, mas não alteram os fatos apurados oficialmente nem as decisões já tomadas pela Justiça.

Enquanto isso, o influenciador segue ativo no ambiente digital, onde disputas narrativas, engajamento e controvérsias continuam a moldar o debate público — muitas vezes mais rápido que a própria apuração dos fatos.

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  • Inês Theodoro

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