Levantamento do Procon_toggle evidencia disparidade expressiva entre estabelecimentos e reforça importância da pesquisa de preços
Uma pesquisa realizada pelo Procon Tocantins nos dias segunda-feira (9) e terça-feira (10) em Gurupi identificou variações de até 251,26% nos preços de produtos da cesta básica. O levantamento analisou 44 itens distribuídos entre alimentos, hortifruti, produtos de limpeza doméstica e higiene pessoal — e o resultado chamou atenção não apenas pelo número elevado, mas pelo que ele revela sobre a dinâmica real do mercado.
À primeira vista, a diferença pode parecer abusiva. No entanto, especialistas explicam que oscilações tão altas costumam resultar de uma soma de fatores econômicos e operacionais. Entre eles estão estratégias comerciais distintas, custos logísticos, volume de compra, tipo de estabelecimento e promoções pontuais.
Supermercados de grande porte e atacarejos, por exemplo, conseguem negociar preços mais baixos com fornecedores devido ao volume de compras. Já pequenos mercados, com menor escala, enfrentam custos maiores por unidade e repassam parte dessa diferença ao consumidor. Além disso, um mesmo produto pode apresentar valores muito diferentes dependendo da marca, da embalagem ou da origem — fatores que influenciam diretamente na formação do preço.
Outro ponto importante é a metodologia de cálculo. A variação percentual divulgada em pesquisas desse tipo considera o menor e o maior preço encontrados. Quando um estabelecimento oferece um item em promoção e outro mantém o preço regular, a diferença percentual cresce rapidamente, mesmo que a diferença em reais não seja tão expressiva.
Segundo o Procon, o objetivo do levantamento não é apenas expor disparidades, mas orientar a população. A instituição reforça que a comparação de preços continua sendo a ferramenta mais eficaz para economizar, principalmente em períodos de inflação persistente nos alimentos.
O estudo evidencia um retrato claro do consumo: o mesmo carrinho pode custar muito mais caro dependendo de onde é comprado. Para o consumidor atento, a pesquisa de preços deixa de ser hábito e passa a ser estratégia de sobrevivência financeira.







