Quando o Mundo Preferiu o Silêncio

O Irã sangrava, e a história registrava quem escolheu não olhar.


Não é a primeira vez que o mundo escolhe o conforto do silêncio.

Já foi assim em outras ditaduras.
Já foi assim em outros massacres.
Já foi assim em outras gerações.

Sempre há uma justificativa:
“É complexo.”
“É delicado.”
“É diplomático.”
“É estratégico.”

Mas para quem apanha, não é complexo.
Para quem é preso, não é diplomático.
Para quem morre, não é estratégico.

O Irã vive hoje uma crise que não é apenas política.
É moral.

Um Estado que corta a internet não corta cabos.
Corta testemunhas.
Um governo que prende em massa não busca ordem.
Busca medo.

A repressão não acontece porque o regime é forte.
A repressão acontece porque o regime tem medo.

Medo de um povo que já não aceita mais viver ajoelhado.

Um dia, quando os arquivos forem abertos,
quando os números reais aparecerem,
quando as histórias vierem à tona,

o mundo terá que responder:

Onde você estava quando o Irã sangrava?

E a pior resposta será:

“Eu sabia… mas preferi não falar.”

A história não absolve o silêncio.
A história registra.
E cobra.

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  • Inês Theodoro

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