O sistema público de saúde do Tocantins alcançou um feito inédito e estratégico para a medicina especializada do estado. A Secretaria de Estado da Saúde (SES/TO) realizou, no Hospital Geral de Palmas (HGP), a primeira sessão de plasmaférese pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em território tocantinense — um avanço que muda o cenário do tratamento de doenças graves que exigem terapia imunológica de alta complexidade.
A plasmaférese é um procedimento médico sofisticado que filtra o plasma do sangue para remover substâncias nocivas, como anticorpos patológicos, sendo indicada em casos como doenças autoimunes, neurológicas e hematológicas. Até então, pacientes do Tocantins que necessitavam desse tratamento precisavam ser transferidos para centros de referência em outros estados, o que aumentava riscos clínicos, custos e tempo de resposta terapêutica.
Segundo a SES, a implantação do serviço no HGP representa um salto qualitativo na capacidade hospitalar do estado, consolidando a unidade como polo regional de alta complexidade. Além de reduzir deslocamentos interestaduais, a medida garante maior rapidez no início do tratamento — fator decisivo para prognósticos positivos em quadros críticos.
Especialistas destacam que a realização local da terapia também fortalece a autonomia do sistema de saúde estadual, amplia a resolutividade hospitalar e eleva o padrão técnico das equipes multiprofissionais envolvidas. A iniciativa é resultado de investimento em capacitação, aquisição de equipamentos especializados e estruturação de protocolos clínicos.
Na prática, o impacto é direto na vida dos pacientes: menos espera, menos riscos de transporte e mais chances de recuperação.
Avanço estratégico
A implantação da plasmaférese no SUS tocantinense não é apenas um marco médico — é também um indicador de maturidade institucional. Estados que dominam procedimentos de alta complexidade reduzem desigualdades regionais e diminuem a sobrecarga de grandes centros nacionais.
Com a novidade, o Tocantins passa a integrar o grupo de unidades federativas capazes de oferecer essa tecnologia dentro da própria rede pública, fortalecendo a regionalização da saúde e aproximando tratamentos avançados da população.
Símbolo de evolução
Para gestores e profissionais da área, o procedimento inaugural simboliza uma mudança de patamar: o estado deixa de ser dependente e passa a ser referência potencial para atendimentos especializados na região Norte.
Se mantida a expansão de serviços desse nível, a tendência é que o Tocantins se consolide como polo médico regional — um movimento que redefine o mapa da assistência de alta complexidade no Brasil Central e Amazônico.






