Brasil abre nova rota marítima com a China pelo Amapá

O Brasil deu um passo estratégico nas relações comerciais com a China ao inaugurar uma nova rota marítima direta pelo Porto de Santana, no Amapá. O corredor logístico, lançado nesta segunda-feira (1º), promete reduzir custos, encurtar prazos de transporte e ampliar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado asiático.

A iniciativa faz parte de um plano de integração logística que busca aproveitar a localização privilegiada do Amapá, na foz do rio Amazonas, para estabelecer conexões rápidas com os portos chineses. A expectativa é que a nova rota encurte em até 20 dias o tempo médio de transporte de mercadorias, que antes precisavam sair, em grande parte, pelos portos do Sudeste e Sul do país.

Entre os principais produtos que devem ser beneficiados estão grãos, carnes, minérios e madeira processada, além de itens industrializados que buscam maior inserção no mercado chinês. O fluxo de importação também deve ganhar fôlego, com a chegada de insumos, maquinário e equipamentos diretamente ao Norte do Brasil.

Autoridades destacaram que o projeto não apenas fortalece os laços diplomáticos e econômicos com a China, principal parceiro comercial do Brasil, como também impulsiona o desenvolvimento regional. “O Porto de Santana se transforma em um eixo estratégico de integração global, capaz de atrair investimentos, gerar empregos e dinamizar a economia do Amapá e de toda a Amazônia”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos.

Especialistas avaliam que a rota marítima pode reposicionar o Brasil no comércio internacional, ao abrir uma alternativa logística fora dos grandes centros portuários tradicionais. “Estamos diante de uma mudança de paradigma: o Norte do país passa a ser protagonista no comércio com a Ásia”, disse o economista portuário Marcos Nogueira.

A expectativa inicial é de que a rota movimente 6 milhões de toneladas de cargas por ano, número que pode dobrar em cinco anos, segundo projeções do setor.

Com a inauguração, o Brasil não apenas reforça sua ligação com a China, mas também sinaliza uma estratégia de diversificação logística que pode tornar o comércio exterior mais ágil, barato e competitivo.http://jornalfactual.com.br

Inês Theodoro

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