Recorde de emendas em 2025 expõe uso eleitoral do orçamento público

O pagamento de R$ 31,5 bilhões em emendas parlamentares em 2025, o maior valor já registrado no país, reacende o debate sobre o uso do orçamento público em períodos pré-eleitorais. Embora legais, as emendas vêm sendo apontadas por especialistas como um instrumento de fortalecimento político individual, com fiscalização limitada e alto retorno eleitoral.

Na prática, o crescimento dos repasses ocorre em meio à fragilidade política do Executivo e ao fortalecimento do Congresso após a consolidação do orçamento impositivo. O resultado é um modelo no qual a governabilidade passa a depender da liberação de recursos, muitas vezes sem conexão com um planejamento nacional estruturado.

Especialistas destacam que, em ano pré-eleitoral, o incentivo à pulverização de recursos aumenta. Obras de rápida execução, convênios genéricos e repasses diretos a prefeituras se tornam estratégicos para parlamentares que buscam visibilidade local.

Embora órgãos como TCU, CGU e Ministério Público atuem na fiscalização, o controle ocorre majoritariamente de forma reativa. Para o cidadão comum, o rastreamento das emendas ainda é complexo e pouco acessível, o que dificulta a cobrança efetiva.

O debate central, segundo analistas, não é apenas sobre legalidade, mas sobre legitimidade. A ausência de critérios claros e indicadores de impacto levanta questionamentos sobre o uso do dinheiro público como instrumento indireto de campanha.

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  • Inês Theodoro

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