O Brasil alcançou um marco inédito na economia global do agronegócio ao se tornar, pela primeira vez, o maior produtor de carne bovina do mundo, superando os Estados Unidos. A produção brasileira deve atingir 12,3 milhões de toneladas em 2025, contra 11,8 milhões de toneladas dos norte-americanos.
O resultado surpreende o mercado. No início do ano, a expectativa era de desaceleração da produção nacional, em função do aumento no abate de fêmeas — indicador clássico de ajuste de rebanho. No entanto, ganhos de produtividade, eficiência logística e forte demanda externa sustentaram o avanço brasileiro.
Nos Estados Unidos, o cenário é oposto. O país enfrenta o menor rebanho bovino desde a década de 1970, pressionado por secas prolongadas, custos elevados de insumos e perda de áreas de pastagem. O efeito direto é a redução da oferta interna e menor competitividade no mercado internacional.
A liderança brasileira tende a impactar preços globais, balança comercial e fluxos de exportação, reforçando o peso do agronegócio na economia nacional e ampliando o protagonismo do país nas cadeias globais de alimentos.







