O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) intensificou a Operação Piracema durante o período de defeso, reforçando a fiscalização ambiental em áreas estratégicas do estado, com foco na proteção dos peixes em fase de reprodução e no combate direto à pesca ilegal.
As ações ocorreram no Parque Estadual do Cantão, na Área de Proteção Ambiental (APA) Ilha do Bananal/Cantão e em regiões do norte do Tocantins, áreas consideradas críticas por concentrarem grande biodiversidade aquática e histórico de pressão por pesca predatória.
Durante o defeso, a pesca de espécies nativas é proibida justamente para garantir a manutenção dos estoques pesqueiros, o equilíbrio dos ecossistemas e a sobrevivência das comunidades que dependem da atividade de forma sustentável. Ainda assim, o Naturatins alerta que infrações continuam sendo registradas, o que exige ações mais rigorosas e presença constante do Estado.
A Operação Piracema envolve fiscais ambientais, embarcações, barreiras fluviais e vistorias em pontos estratégicos, incluindo rios, lagos e áreas de difícil acesso. Além da repressão, a iniciativa também tem caráter educativo, orientando ribeirinhos, pescadores e moradores locais sobre as regras do defeso e as consequências legais do descumprimento.
De acordo com o Naturatins, quem for flagrado pescando durante o período proibido está sujeito a multas elevadas, apreensão de equipamentos, embarcações e pescado, além de responder por crime ambiental, conforme a legislação vigente.
A fiscalização reforçada no Cantão e na Ilha do Bananal é considerada essencial, já que a região abriga uma das maiores planícies alagáveis do Brasil, funcionando como berçário natural para diversas espécies de peixes da bacia Araguaia-Tocantins.
O órgão ambiental reforça que a preservação hoje é garantia de sobrevivência amanhã. A Operação Piracema não é apenas uma ação punitiva, mas uma defesa direta do patrimônio natural do Tocantins, da segurança alimentar e do futuro da pesca legal no estado.








