Nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, o Governo do Tocantins divulgou o resultado definitivo da seleção de diretores das escolas indígenas e quilombolas da rede estadual de ensino, marcando um passo decisivo na valorização da diversidade cultural e no fortalecimento da educação escolar específica e diferenciada no estado.
Ao todo, 25 candidatos foram aprovados no processo seletivo, que teve como objetivo garantir que a gestão das unidades escolares seja exercida por profissionais alinhados às realidades, tradições, línguas e modos de vida das comunidades indígenas e quilombolas. A iniciativa representa uma mudança estrutural importante, ao reconhecer que a educação nesses territórios exige não apenas formação técnica, mas também pertencimento cultural e compromisso comunitário.
O processo seletivo seguiu critérios técnicos, pedagógicos e de representatividade, respeitando as diretrizes da educação escolar indígena e quilombola previstas na legislação educacional brasileira. A proposta é fortalecer a autonomia das comunidades, promover uma educação contextualizada e assegurar que as escolas sejam espaços de preservação cultural, identidade e construção do conhecimento coletivo.
Para a Secretaria de Estado da Educação, a divulgação do resultado definitivo simboliza mais do que o encerramento de uma etapa administrativa: trata-se de um marco no reconhecimento do protagonismo indígena e quilombola dentro da política pública educacional. A gestão escolar, nesse contexto, deixa de ser apenas burocrática e passa a ser estratégica para a manutenção da história, da língua, dos saberes tradicionais e da cidadania dessas populações.
A expectativa é que os novos diretores contribuam para a melhoria dos indicadores educacionais, o fortalecimento do vínculo entre escola e comunidade e a construção de projetos pedagógicos que dialoguem com a realidade local, sem abrir mão do acesso ao conhecimento universal.
Com a homologação do resultado, o Tocantins reafirma seu compromisso com uma educação pública mais inclusiva, plural e socialmente justa, transformando a escola em um instrumento real de emancipação, identidade e futuro para os povos indígenas e quilombolas do estado.







