“O salário mínimo é muito baixo.”
Agora respira…
e lembra.
Ele foi eleito prometendo dignidade.
Prometendo mesa cheia.
Prometendo que o pobre voltaria a comer picanha.
O salário subiu.
Mas o mercado subiu mais.
O aluguel subiu mais.
A carne subiu mais.
A picanha virou piada.
Porque promessa sem resultado vira meme.
Quando o próprio presidente admite que o salário é baixo, ele não faz discurso.
Ele faz confissão.
Confissão de que o número no papel não acompanha a vida real.
Confissão de que o mês continua maior que o salário.
Confissão de que o prato continua menor que a promessa.
A picanha nunca foi sobre carne.
Foi sobre respeito.
E respeito começa quando o salário deixa de ser “muito baixo”
e passa a ser suficiente.
Memória curta transforma promessa em aplauso.
Memória longa transforma promessa em cobrança.








