Museu das Amazônias abre as portas neste sábado e revela as muitas faces da maior floresta do planeta

Com apoio do centenário Museu Goeldi, novo espaço combina ciência, arte e saberes ancestrais para contar as histórias da Amazônia sob diferentes perspectivas — da biodiversidade às culturas que a habitam.

Neste sábado (4/10), o Museu das Amazônias abre suas portas ao público, reunindo ciência, cultura e tradição em um espaço que celebra a diversidade e a riqueza da maior floresta tropical do mundo, com colaboração do Museu Goeldi.


No coração da maior floresta tropical do mundo, onde rios desenham caminhos e vozes ancestrais ainda ecoam entre as copas das árvores, nasce um lugar dedicado a escutar e contar — com arte, ciência e emoção — a grande narrativa da Amazônia. Neste sábado, 4 de outubro, o Brasil inaugura o Museu das Amazônias, um espaço que vai além de paredes e vitrines: ele é convite, travessia e encontro.

O museu surge não apenas como um repositório de memórias, mas como um organismo vivo, pulsante, que respira a diversidade do bioma e revela ao visitante suas múltiplas camadas — das profundezas dos rios ao saber dos povos originários, dos rituais antigos às inovações científicas que ajudam a compreender e proteger a floresta.

Um lugar onde ciência e ancestralidade se tocam

Quem entrar por suas portas não encontrará apenas coleções e painéis informativos. O que o Museu das Amazônias oferece é uma experiência que desperta sentidos: artefatos arqueológicos que contam histórias de milhares de anos, objetos cotidianos de comunidades ribeirinhas e indígenas, sons e imagens que transformam conhecimento em vivência.

Cada sala foi pensada para mostrar que a Amazônia não é uma ideia única e distante — ela é feita de muitas “amazônias”: a dos cantos e mitos, a das cidades escondidas entre árvores, a dos cientistas que mapeiam espécies e a dos pajés que leem o mundo pelo movimento das águas.

“Queremos que cada visitante saia daqui com a sensação de ter caminhado por muitos territórios sem precisar sair do lugar. Que perceba que a floresta não é só um cenário distante, mas parte de quem somos e do que seremos”, diz um dos curadores, com o brilho de quem sabe que está construindo mais do que um museu — está erguendo uma ponte.

O saber secular do Museu Goeldi

Essa travessia seria impossível sem a presença de um velho guardião da ciência amazônica: o Museu Paraense Emílio Goeldi. Com mais de 150 anos de história, ele empresta ao novo espaço não só peças de seu acervo, mas também a profundidade de suas pesquisas e a paixão de seus especialistas.

Foi graças a essa parceria que ciência e tradição puderam dançar lado a lado em cada exposição. “Este museu é uma conversa aberta entre o saber acadêmico e os conhecimentos ancestrais. Um espaço de escuta e aprendizado mútuo”, destaca um pesquisador do Goeldi.

A floresta em festa

A inauguração não será apenas uma cerimônia — será uma celebração. Rituais, danças e apresentações culturais se misturam a debates e rodas de conversa, compondo uma programação que reflete a alma multifacetada da região. Visitas guiadas gratuitas permitirão que os primeiros visitantes conheçam, de perto, essa nova morada da memória amazônica.

O Museu das Amazônias nasce, assim, como mais do que um destino turístico ou acadêmico: ele é um espelho onde o Brasil pode se olhar e reconhecer a riqueza de sua maior floresta. Um lugar que não pretende contar uma história única, mas muitas — e lembrar que, enquanto a Amazônia existir, ela continuará escrevendo capítulos essenciais da história da humanidade.http://jornalfactual.com.br

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  • Inês Theodoro

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