O Conselho Municipal de Associações de Moradores (COMAM) atravessa um período de reorganização institucional e busca retomar sua força política e representatividade em Palmas. A avaliação é da presidente da entidade, Cida Rozeno, que defende a união das associações, o respeito ao estatuto e a participação ativa das bases como pilares para a reconstrução do movimento comunitário.
Segundo a presidente, a recente reunião da Comissão Eleitoral teve como principal objetivo assegurar transparência, legalidade e democracia no processo eleitoral do conselho. A mensagem deixada às associações foi direta: o COMAM pertence às entidades filiadas e só se fortalece com participação responsável e coletiva.
Cida Rozeno reconhece que o maior desafio do movimento comunitário hoje é reconstruir a confiança entre as lideranças. Para ela, o individualismo e o desânimo acumulados ao longo dos anos enfraqueceram a organização popular e reduziram a capacidade de diálogo com o poder público. “Sem unidade e organização, o movimento perde força política”, avalia.
Na visão da presidente, o COMAM vive, sim, um momento de reconstrução institucional. O conselho busca resgatar sua credibilidade, fortalecer suas bases legais e reafirmar seu papel como instância legítima de representação das associações de moradores da capital.
Apesar dos desafios, ela observa sinais positivos de reaproximação entre as entidades. O diálogo, segundo Cida, tem sido retomado gradualmente, com a compreensão de que a união não se constrói de forma imediata, mas por meio da escuta, do respeito e da participação efetiva.
Para que o COMAM volte a ter mais força política e representatividade, a presidente defende mudanças práticas: cumprimento rigoroso do estatuto, fortalecimento da base comunitária, formação de lideranças comprometidas e manutenção de diálogo institucional permanente com o poder público, sempre priorizando os interesses coletivos.
A participação ativa das associações, segundo ela, é essencial para a existência do conselho. Sem a presença das entidades, o COMAM perde legitimidade, diversidade de ideias e capacidade de tomar decisões alinhadas à realidade das comunidades.
Cida Rozeno também admite que vaidades e interesses pessoais ainda prejudicam o movimento comunitário. Para superar esse obstáculo, ela aponta a necessidade de maturidade política, formação cidadã e compreensão de que o movimento não é espaço de promoção individual, mas de construção coletiva.
Sobre o perfil de liderança necessário para os próximos anos, a presidente defende lideranças éticas, capacitadas, comprometidas, com visão social e espírito coletivo, capazes de dialogar, ouvir as bases e defender os direitos das comunidades com responsabilidade.
Atualmente, o COMAM atua como ponte entre as comunidades e o poder público, especialmente na defesa das regiões mais vulneráveis. O conselho cobra políticas públicas, denuncia desigualdades e fortalece a organização popular para garantir direitos básicos como moradia digna, infraestrutura e acesso a serviços públicos.
Às associações que estão afastadas ou desacreditadas, a presidente deixa um convite direto: o COMAM está de portas abertas. Segundo ela, a reconstrução só será possível com a volta dessas entidades, trazendo críticas, sugestões e disposição para reconstruir um conselho mais forte.
Como legado, Cida Rozeno afirma desejar deixar uma marca de responsabilidade, transparência, fortalecimento institucional e respeito às associações.
Para a presidente, a diferença entre um movimento comunitário forte e um movimento apenas formal está na participação real, na base ativa, na independência política e no compromisso social. Um movimento apenas formal, segundo ela, existe no papel, mas não transforma a realidade.
O futuro do COMAM, na avaliação da presidente, pode ser promissor. Ela projeta que, nos próximos cinco anos, o conselho poderá se tornar mais organizado, respeitado, com maior influência política e forte articulação institucional, desde que as associações continuem assumindo seu papel.
Por fim, Cida Rozeno deixa um recado às lideranças que ainda não participam das reuniões: participar é um dever cidadão. As decisões que impactam as comunidades são construídas nos espaços coletivos.
Para ela, o COMAM representa hoje “a luta organizada das comunidades de Palmas por dignidade, participação e justiça social”.







