A China transformou deserto em floresta entregando mudas à população. O Brasil tenta salvar a Amazônia entregando contratos.
Não é ironia — é diagnóstico.
Enquanto aqui se multiplicam editais, relatórios e consultorias, lá se multiplicaram árvores. E não por milagre tecnológico, mas por uma decisão política simples: envolver o cidadão como protagonista ambiental.
Não se trata de abolir fiscalização. Trata-se de entender que nenhum Estado fiscaliza sozinho milhões de hectares, mas milhões de cidadãos podem plantar, cuidar e proteger.
O combate ao desmatamento virou uma indústria cara, burocrática e distante da realidade local. Quanto mais sofisticado o projeto no papel, menos árvore ele costuma gerar no chão.
Imagine um plano nacional simples:
- cada família recebendo mudas,
- cada escola adotando uma área,
- cada município com metas públicas,
- cada cidadão parte da solução.
Isso custa menos do que um único grande edital e gera algo que dinheiro nenhum compra: pertencimento.
A Amazônia não precisa apenas de fiscais. Precisa de um projeto que funcione.
E projeto que funciona é aquele que transforma o cidadão de réu em aliado.








